GUARDA MUNICIPAL DE BH
Carreira de servidor valorizada
Sindicato reivindica agora regulamentação de critérios para definir promoções
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Oficial. Mudança vai impactar folha salarial de 2.329 servidores da Guarda Municipal da capital
O plano de carreira da Guarda Municipal de Belo Horizonte (GMBH),
sancionado anteontem pelo prefeito Marcio Lacerda, vai impactar
diretamente na folha salarial dos 2.329 guardas e inspetores que atuam
na instituição. Com o plano, o salário inicial do guarda municipal, de
R$ 1.375 para 44 horas semanais trabalhadas, poderá atingir, em 20 anos,
até R$ 11.335 - quase nove vezes o valor atual -, vencimento do cargo
de superintendente, posto máximo na hierarquia da categoria.
Em médio prazo, o servidor poderá chegar a um vencimento de R$ 3.427,
salário de inspetor I. Antes do plano, a perspectiva salarial para quem
ingressava na instituição era de, no máximo R$ 2.440, vencimento do
cargo de inspetor atualmente.
Entre os postos de guarda municipal de segunda classe (primeiro nível)
até o de superintendente (nível máximo), o plano instituiu nove cargos
dentro da GMBH. Para a mudança de função, serão avaliados tempo de
serviço, merecimento e obtenção de títulos.
Além de ter direito a ascensão em diferentes cargos, inclusive por meio
de concurso interno, o guarda contará com a progressão horizontal em 15
níveis diferentes, promoção por ato de bravura e quinquênio de 10% sobre
o vencimento base.
O plano era uma reivindicação antiga da categoria, que comemora a
sanção. "Agora teremos uma projeção para o futuro e poderemos vislumbrar
uma carreira", avaliou Alexandre, inspetor da GMBH
Segundo ele, os guardas se sentirão mais motivados e poderão até apresentar melhorias nos serviços prestados.
SINDICATO
Para o presidente do Sindicato dos Guardas Municipais do Estado de
Minas Gerais (Sindguardas-MG), Pedro Ivo Bueno, o plano de carreira teve
um avanço considerável em relação ao primeiro texto apresentado para
votação na Câmara, em novembro de 2011. "A categoria rejeitou o primeiro
projeto, pois não contemplava a progressão horizontal por tempo de
serviço e merecimento, direitos conquistados no texto atual", detalhou
Bueno. Segundo ele, outra conquista foi a unificação do salário base de
R$ 735 e a gratificação de R$ 640 totalizando no salário de R$ 1.375.
Crítica. Entretanto, o presidente do Sindguardas-MG questiona a falta
de regulamentação para definir como serão feitas as provas para mudança
de nível e os critérios de seleção.
"É preciso criar uma comissão isenta para essa avaliação, com representantes do sindicato e da Ordem dos Advogados do Brasil".
Histórico

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